Pelo fim… Está bem, vou começar pelo fim. Um… um amigo meu, Carlos Waise, desapareceu há dois dias. Karin, com a sua maneira de falar pausadamente, contou que Carlos trabalhava numa loja de livros raros e costumava indicar-lhe bons livros à venda por particulares, em livrarias ou em leilões. Carlos não sumiria sem me dar notícias, tenho medo de que alguma coisa grave tenha acontecido com ele. Weksler perguntou se ela havia ido à polícia comunicar o desaparecimento e ela respondeu que o doutor Medeiros, um amigo do seu pai, indicara o meu nome. O velho doutor Medeiros chutava para mim só aquilo que não dava muita grana.


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O Bardo
fev 08 2010Publicado em O Bardo | 2 Comentários »
O Bardo
jan 28 2010Passei o telefone para Miriam-Elizabeth-Laura.
“É verdade — me desculpe — me desculpe — como? — foi isso mesmo — estou, estou arrependida — você é muito bom…”
Miriam-Elizabeth-Laura me deu o telefone de volta.
“Ele quer falar com você.”
Coloquei o telefone no ouvido. F. A. falava baixo, com medo de ser ouvido.
“Eu amo essa mulher, entendeu, não me interessa o que ela é.”

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O Bardo
jan 11 2010Fui andando de costas e ele me seguindo, sempre apontando o revólver para mim. Passei pela sala, em direção à porta da rua, onde Raul estava tocando a campainha. Então Altolaguirre deu o primeiro tiro. Senti o impacto da bala perfurando o meu joelho e curvei-me de dor, soltando o livro que tinha nas mãos. Quase não ouvi o segundo disparo.

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