abr 30 2010
Finalmente vamos divulgar o vencedor do concurso “A Cara do Mandrake”. Gostaríamos de poder premiar (ou contratar) mais de um ilustrador, mas tivemos que escolher apenas um. E o vencedor é… Ricardo Rocha. Agora é que o trabalho começa para valer.
obrigado a todos pela paciência,
Os editores.
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mar 12 2010
A todos que acompanharam este blog, informamos que houve alguns contratempos e problemas de agenda que nos impediram de discutir e avaliar todas as imagens. Nós, da editora, e o autor lamentamos muito que ainda não seja possível dar a vocês a decisão final. Acreditamos que melhor que marcar uma data é garantir que estamos nos esforçando para conseguir chegar a uma definição o quanto antes.
Agradecemos todos pela paciência.
Publicado em Sem categoria | 15 Comentários »
fev 22 2010
Como os visitantes deste blog já devem ter notado, houve mais uma pequena mudança de planos e tivemos que adiar por duas semanas a divulgação do vencedor do concurso. Segunda-feira, dia 1 de março, comunicaremos no blog quem é o vencedor. Até lá!
Publicado em Info | 46 Comentários »
fev 08 2010
Sozinho no carro eu disse, mais tarde, para o espelho retrovisor, está todo mundo mentindo.

Publicado em André | Nenhum comentário »
fev 08 2010
Sentia-me dominado por uma horrível sensação de impotência. Não havia nada a fazer. Ou melhor, havia.

Publicado em Sandro | 3 Comentários »
fev 08 2010
“Sinto muito mas vou ficar aqui. Este banheiro tem um trinco por dentro e eu não quero perder você de vista. Eu não vou te olhar, não se preocupe.”
“Eu fico constrangida”, ela disse.
“Azar”, respondi.


Publicado em Abel | 4 Comentários »
fev 08 2010
Publicado em FRAME01 | 11 Comentários »
fev 08 2010
Ada podia ficar em qualquer posição que seu corpo permanecia perfeito. Eu, que seguira Ada até o banheiro, ao olhar seu corpo despido notei que em nada se modificara desde o dia em que eu a conhecera saindo de uma aula de ginástica.

Publicado em Márcio Cabreira | 2 Comentários »
fev 08 2010
Ficamos em silêncio.
Acendi um Pimentel número dois. As cortinas que se fodessem. De qualquer forma não havia cortinas naquela delegacia de merda, para se impregnarem com o Pimentel.

Publicado em Daniel Rodrigues | 3 Comentários »
fev 08 2010
Camilo Fuentes destacava-se pela sua estatura. Tranquilo e alerta, observava os circunstantes. Eu estava longe, mas mesmo assim, temendo que um homem sozinho chamasse a atenção do boliviano, comecei a conversar com um casal brasileiro de meia-idade, donos de um pequeno sítio em Campinas. Enquanto conversávamos, tentei identificar na fila algum agente da Polícia Federal. Não havia ninguém com cara de tira.

Publicado em Miller | 1 comentário »
fev 08 2010
Eu já estava enxergando melhor. Fechei o olho esquerdo e fiquei olhando para Miriam-Elizabeth apenas com o direito. Disquei o telefone para a casa de F. A.


Publicado em Gutto | 3 Comentários »
fev 08 2010
Eu ouvia irritado e impaciente, deixava Raul falar, pois queria a ajuda do policial para fazer o que minha imaginação estava criando. Eu me via cravando a Randall na subclávia de Fuentes e o sangue esguichando como o repuxo da praça Paris, que gostava de olhar, quando criança.


Publicado em Henrique Placido | Nenhum comentário »
fev 08 2010
Pelo fim… Está bem, vou começar pelo fim. Um… um amigo meu, Carlos Waise, desapareceu há dois dias. Karin, com a sua maneira de falar pausadamente, contou que Carlos trabalhava numa loja de livros raros e costumava indicar-lhe bons livros à venda por particulares, em livrarias ou em leilões. Carlos não sumiria sem me dar notícias, tenho medo de que alguma coisa grave tenha acontecido com ele. Weksler perguntou se ela havia ido à polícia comunicar o desaparecimento e ela respondeu que o doutor Medeiros, um amigo do seu pai, indicara o meu nome. O velho doutor Medeiros chutava para mim só aquilo que não dava muita grana.


Publicado em O Bardo | 2 Comentários »
fev 08 2010
Perguntei quem lhe indicara o meu nome.
O dr. Medeiros, ele disse, levantando-se. Saiu sem me estender a mão, apenas um aceno com a cabeça.

Publicado em Tiryth | Nenhum comentário »
fev 08 2010
Dá logo as fichas, porra, senão vai acabar tendo uma confa sem fim. Quem estava com ele era menor e você acaba se fodendo.
O gerente me trouxe as fichas. Lá estava o nome de J. J. por extenso. Profissão bancário. Bancário, ironia ou falta de imaginação? A outra ficha tinha escrito Viveca Lindfords, residente em Nova Iguaçu. Porra, onde é que ele tinha arranjado aquele nome? Botei as fichas no bolso.


Publicado em Daltones | Nenhum comentário »
fev 08 2010
“Qual é a operação que sua mãe vai fazer?”, perguntei a Miriam-Elizabeth.
“Operação?”
Eu já estava enxergando melhor. Fechei o olho esquerdo e fiquei olhando para Miriam-Elizabeth apenas com o direito.


Publicado em DNA | 5 Comentários »
fev 03 2010
“Qual o seu nome?”
Miriam-Elizabeth me olhou nos olhos.
“Não minta para mim, sua puta!”
“Laura.”
O telefone tocou.

Publicado em FeMazi | Nenhum comentário »
fev 03 2010
Viveca saltou do carro. A situação estava realmente confusa para ele. Um dos tiras chegou perto e Viveca golpeou o sujeito, cortando a sua mão. O tira deu um passo atrás, tirou um 45 da cintura e disse, larga essa merda senão vai morrer agora. Viveca vacilou. O outro tira que havia se aproximado deu um pontapé na barriga de Viveca, que caiu no chão.
Fomos todos para dentro da delegacia. Uns cinco tiras cercavam a gente.
Viveca chorava.

Publicado em Shiko | 2 Comentários »
fev 03 2010
Cavalcante Méier era elegante, magro, cinquenta anos. O nariz era ligeiramente torto. Os olhos eram fundos, castanho-esverdeados, intensos.
Eu sou Rodolfo Cavalcante Méier. Não sei se o senhor me conhece.
Conheço. Tenho sua ficha.
Minha ficha?

Publicado em Sandro | 2 Comentários »
fev 03 2010
Prepare-se, princesa, para uma coisa jamais vista.
Nesta hora o telefone tocou. Era o advogado Medeiros.

Publicado em Arthur d'Araujo | 1 comentário »
fev 03 2010
Você leu os jornais?
Respondi que nunca lia jornais e ele me contou que uma jovem havia aparecido morta na Barra, dentro do próprio carro. Saíra a notícia em todos os jornais.
Essa moça era, ehn, minha, anh, ligada a mim, entendeu?
Sua amante?
Cavalcante Méier engoliu em seco.

Publicado em Vimbai Filipe | 1 comentário »
fev 03 2010
Levei a caixa para o quarto, deitei e liguei. Uma gargalhada convulsiva e inquietante, engasgada no goto, roxa, de alguém a quem tivessem enfiado um funil pelo ânus e as gargalhadas atravessassem o corpo e saíssem mortíferas pela boca, congestionando os pulmões e o cérebro.


Publicado em Phenris | 2 Comentários »
fev 03 2010
“Eu não… Eu… Eu vou ficar aqui mesmo”, disse ela.
Empurrei Miriam-Elizabeth até a sala. Ela foi batendo pelas paredes. Mostrei Célio e Gisele.
“Ou vem comigo ou vai ficar aí no chão como essas duas pústulas”, eu disse.
“Vai com ele”, disse Gisele, sem abrir os olhos. Mal se ouvia a sua voz.

Publicado em Henrique Placido | Nenhum comentário »
fev 03 2010
José saltou no Flamengo.
“Onde é que você está me levando?”, perguntou Miriam-Eliza beth, tremendo.
“Para o apartamento do F. A.”

Publicado em Daniel Rodrigues | 2 Comentários »
fev 03 2010
A livraria estava localizada num prédio antigo de pé- direito alto, com estantes abarrotadas de livros velhos de capa dura que cobriam as paredes até o teto. Um mezanino percorria toda a extensão das estantes, permitindo a consulta dos livros localizados na parte superior. Um sujeito magro, de rosto macilento, se aproximou perguntando em que podia ser vir-nos. Raul tirou sua carteira de policial do bolso. O camarada levou um susto. Gostaríamos de ter algumas informações sobre um empregado da livra ria de nome Carlos Waise, eu disse. É um ótimo empregado, o cara respondeu. Ouvimos a voz, no mezanino, de um homem de cabelos brancos, cuja presença até então não havíamos notado, dizendo, Caveirinha, deixa que eu atendo. Com dificuldade, o velho desceu a escada do mezanino e aproximou-se de nós. Meu nome é Pierre Ledoux, sou o dono da loja.

Publicado em Mouse Beer | 2 Comentários »
fev 03 2010
Quando eu era menino, um homem, na minha frente, no cinema, teve um ataque de riso tão forte que morreu. De vez em quando me lembro daquele sujeito.

Publicado em Márcio Cabreira | Nenhum comentário »
fev 03 2010
Nada de polícia, nós damos o dinheiro e queremos tudo abafado. O assunto tem que ser encerrado sem deixar resto, entendeu?
Entendi, mas vai custar uma grana firme, eu disse, olhando a princesa loura ao meu lado.
Eu sei, eu sei, disse Medeiros, dinheiro é o que não falta.

Publicado em André | Nenhum comentário »
fev 03 2010
Você já leu algum livro de poesia?, ela me perguntou.
Olha, respondi, nunca li livro nenhum, exceto os de direito.
Ela riu.
Você tem todos os dentes?, perguntei.
Ela tinha todos os dentes. Abriu a boca e vi as duas fileiras, em cima e embaixo.
Coisas de rico.

Publicado em LP+ | Nenhum comentário »
fev 03 2010
Trouxe o dinheiro?, perguntou Viveca, com rispidez.
Foi difícil arranjar, hoje é sábado, me desculpei, humildemente. Vamos apanhar agora.
Abri a porta do carro e puxei J. J. para fora.
Entrei e arranquei, ainda com a porta aberta, deixando J. J. estupefato na calçada.

Publicado em Guinc | Nenhum comentário »
fev 03 2010
Também tenho sua fi cha, ele me imitou. Cínico, inescrupuloso, competente. Especialista em casos de extorsão e estelionato. Ele falava como se fosse uma gravação, lembrava-me uma caixa de gargalhadas em que se dá corda e sai um som que não é humano, nem animal. Cavalcante Méier tinha dado corda nele mesmo, a corda que fazia a voz de fazendeiro falando com meeiro. Competente sim, inescrupuloso e cínico não. Apenas um homem que perdeu a inocência, eu disse.

Publicado em Lipenstein | Nenhum comentário »
fev 03 2010
“Por que você não senta? Nós temos muito o que conversar”, disse para Miriam-Elizabeth.
“Eu quero ir ao banheiro.”
“Eu te mostro o banheiro.”
Fiquei em pé na porta do banheiro.
“Dá licença?”, disse ela.
“Sinto muito mas vou fi car aqui. Este banheiro tem um trinco por dentro e eu não quero perder você de vista. Eu não vou te olhar, não se preocupe.”
“Eu fi co constrangida”, ela disse.
“Azar”, respondi.


Publicado em L-C | 3 Comentários »
fev 03 2010
Publicado em Gutto | 1 comentário »
fev 03 2010
Ele não devia conhecer bem o Rio, ou então não sabia onde estavam localizadas as delegacias. Na porta da delegacia do Leblon estavam dois tiras conversando. Freei o carro, quase em cima deles, e pulei fora, gritando, cuidado! o travesti está armado com uma gilete!

Publicado em José Aguiar | Nenhum comentário »
fev 03 2010
Miriam-Elizabeth entrou. Fiquei do lado de fora, apenas com um braço para dentro.
Ouvi o barulhinho dela urinando. Voltamos para a sala.
“Qual é a operação que a sua mãe precisa fazer?”
“Estômago.”
“Ela tem úlcera?”
“Tem.”
“Em Minas?”
“Como?” Miriam-Elizabeth uniu com força as duas mãos como se estivesse rezando.

Publicado em FRAME01 | 3 Comentários »
fev 03 2010
Nenhum dos policiais parecia interessado em revistar Viveca. Então me deu aquele estalo. Agarrei os cabelos de Viveca e puxei com força. Os cabelos saíram na minha mão e quatro notas de quinhentos voaram pelo ar e foram cair no chão.

Publicado em Guri | 40 Comentários »
fev 02 2010
Chegamos ao apartamento. Tranquei as portas da frente e dos fundos, meti as chaves no bolso. Fui ao banheiro olhar os estragos feitos por Célio. Um corte no olho direito até o queixo; outro corte no pescoço. Os ferimentos já estavam coagulados. Meu rosto estava feio pra caralho.

Publicado em Lino Costa | Nenhum comentário »
fev 02 2010
Fui com Altolaguirre até o salão onde ficavam os seus livros. Ele abriu uma porta que ficava quase escondida entre duas estantes e que eu não notara quando est vera ali antes. Aqui é o meu lugar secreto, disse. Doutor Mandrake, o senhor sabia que as paixões secretas são as mais fortes?
Eu estava perplexo com o que acontecia e ao mesmo tempo ansioso para sair. Altolaguirre tirou uma chave do bolso e abriu outra porta. Ninguém além de mim entra aqui, doutor Mandrake, o senhor está tendo um privilégio que não concedi a nenhuma outra pessoa. Entre, por favor.
O lugar estava inteira mente às escuras. Notei que a temperatura do ambiente era cli matizada. Altolaguirre acendeu as luzes. Minha paixão secreta, ele disse, com orgulho.
Era uma sala pequena, as paredes cobertas de estantes repletas de livros, de vários formatos e de lomb das de diversas cores. No meio da sala, uma mesa sobre a qual se via um abajur.
Você?, eu disse atônito, ao entender tudo.

Publicado em Sr. Cachaça | Nenhum comentário »
fev 02 2010
“Qual é a operação que sua mãe vai fazer?”, perguntei a Miriam-Elizabeth.
“Operação?”
Eu já estava enxergando melhor. Fechei o olho esquerdo e fiquei olhando para Miriam-Elizabeth apenas com o direito.


Publicado em DNA | 5 Comentários »
fev 02 2010
Epa!, não me chama de senhor, me chama de Mandrake, eu disse.
Dizem que o senhor é um advogado rico.
Antes fosse.

Publicado em Ricardo Britto | 3 Comentários »
fev 02 2010
Vamos acabar a partida, disse Berta.
Não posso receber o sujeito nu, posso?, eu disse.
Estava me vestindo quando a campainha tocou, três vezes em dez segundos.

Publicado em Sandro | 2 Comentários »
fev 02 2010
Chegamos ao apartamento. Tranquei as portas da frente e dos fundos, meti as chaves no bolso. Fui ao banheiro olhar os estragos feitos por Célio. Um corte no olho direito até o queixo; outro corte no pescoço. Os ferimentos já estavam coagulados. Meu rosto estava feio pra caralho. Tirei a camisa. O ferimento do braço era o pior de todos, os dentes pontudos daquele cão tinham entrado fundo na minha carne. No armário do banheiro havia um vidro de mertiolate, que despejei no braço e passei na cara.

Publicado em LucGuimaraes | 1 comentário »
fev 02 2010
Fiz bastante barulho quando cheguei, falei alto, para a Celeste não mostrar a cara.
Fomos para o quarto. A garota deitou na cama e ligou a televisão.
“Olha o nosso baile”, ela disse.
“Estou apaixonado por você. Mas primeiro vou dar um telefonema.”
“Amor à primeira vista?”
“Isto mesmo. Alô? Dona Gisele está?”
“Quem quer falar com ela?”
“Paulo Mendes.”
“Um momento.”
“Teu nome é Paulo Mendes?”
“Pode me chamar de Paulinho. Alô, Gisele? Paulo Mendes.”
“Meu nome é Sandra.”

Publicado em Miramar | 1 comentário »
fev 02 2010
“A cidade não é aquilo que se vê do Pão de Açúcar. Na casa de Gisele?”
“Foi”, respondeu F. A.
“Aquela francesa é mesquinha e ruim. E também uma trepada de merda. Dizem.”
“Eu dou qualquer dinheiro”, disse F. A.
“Hum”, respondi.
“Você disse que dinheiro compra tudo. Eu gasto o que for preciso”, disse F. A.
“Sei. Continua.”

Publicado em Paulo Mendes | 1 comentário »
fev 02 2010
O Mandrake é um gênio, disse Raul, que já havia bebido metade da garrafa de uísque. É um tremendo filho da puta. Ele comeu a minha mulher. Hem, Mandrake, se lembra?
Sofro até hoje por isso, eu disse.
Já te perdoei, disse Raul. E àquela filha da puta também.

Publicado em Nurasawa | Nenhum comentário »
fev 02 2010
Como nos últimos dias começamos a receber um grande número de ilustrações e ainda não conseguimos postar todas, prorrogamos o prazo final para envio até sexta-feira, dia 5 de fevereiro.
Agradecemos pela participação e parabéns a todos pela qualidade do material.
Publicado em Info | 3 Comentários »
fev 02 2010
Quando nasci me chamaram de Paulo, que é nome de papa, mas virei Mandrake, uma pessoa que não reza, e fala pouco, mas faz os gestos necessários. Prepare-se, princesa, para uma coisa jamais vista.

Publicado em Arthur d'Araujo | 8 Comentários »
fev 02 2010
Abri a boca para falar, mas o juiz fez um gesto com a mão aberta, como dizendo que se eu falasse alguma coisa ele ia me expulsar da sala.
Dona Neide, disse o juiz, na polícia as suas declarações foram diferentes.
Eu fiz o que o doutor Mandrake mandou naquela ocasião, disse dona Neide, mas hoje ele disse para eu falar a verdade, foi um alí vio para mim.
Um sofrimento, a profissão de advogado criminal.

Publicado em Sakuro Aoyama | 2 Comentários »
fev 02 2010
Meu nome é Maria Amélia. Não me chame de princesa, que coisa mais ridícula!, reclamou a loura.
Ora porra, respondi.
Você é vulgar, grosseiro e ignorante.
Falou. Quer saltar?
Que significa isso?
Quer se mandar? Se manda.
Nem falar você sabe?
É isso aí.
É um débil!, a loura gargalhou divertida, todos os dentes brilhando.
Eu também ri. Estávamos os dois muito interessados um no outro. Sou fissurado em mulher rica.
Afinal, qual é o seu nome? Paulo, Mandrake, Picasso?
A pergunta não é essa, respondi. Você tem que me perguntar, afinal, quem é você?
Afinal, quem é você?
Não sei, respondi.
A paranoia está atacando também a classe C!, disse a loura.



Publicado em Denis Mello | 3 Comentários »
fev 02 2010
Passei toda a minha vida sem sonhar ou esquecendo a maioria dos sonhos. Mas de dois sonhos eu sempre lembrava, só e sempre esses dois. Num eu sonhava que estava dormindo e sonhava um sonho que eu esquecia quando acordava, com a sensação de que uma importante revelação se perdia com o meu esquecimento. No outro eu estava na cama com uma mulher e ela tocava no meu corpo e eu sentia a sensação dela ao tocar no meu corpo, como se meu corpo não fosse de carne e osso. Eu acordava (fora do sonho, na realidade) e passava a mão na minha pele e sentia como se ela fosse coberta de um metal frio.

Publicado em Nuc | Nenhum comentário »
fev 02 2010
Quando a temperatura estava amena eu costumava desligar o ar-condicionado e abria as janelas que davam para a rua, e sempre, pela manhã, um passarinho verde pousava na esquadria e caminhava, ou melhor, dava pulinhos, de um lado para o outro, como se tivesse vontade de entrar na minha sala. Ele ficava olhando para mim, nós dois imóveis, um contemplando o outro, olhos nos olhos, depois o passarinho voava. Mas as janelas, naquele momento, estavam fechadas.

Publicado em Daltones | 6 Comentários »
fev 02 2010
Era verdade, eu tinha uma alma de sultão das mil e uma noites; quando era menino me apaixonava e passava as noites chorando de amor, pelo menos uma vez por mês. E adolescente comecei a dedicar minha vida a comer as mulheres. Como as fi lhas dos amigos, as mulheres dos amigos, as conhecidas e desconhecidas, como todo mundo, só não comi minha mãe.

Publicado em Minduim | Nenhum comentário »
fev 02 2010
O grande sono. Não havia ninguém dentro do meu corpo, as minhas mãos no volante pareciam ser de outra pessoa.
Publicado em Felipe Primo | Nenhum comentário »
fev 02 2010
No dia seguinte os jornais já não davam destaque à morte de Marly. Tudo cansa, meu anjo, como dizia o poeta inglês. Os mortos têm que ser renovados, a imprensa é uma necrófila insaciável.


Publicado em Daniel Pedrosa | Nenhum comentário »
fev 02 2010
Fui correndo para casa. Carrão aquele. Tinha que fazer a transferência pro meu nome com data de sexta-feira, para proteger o cliente… Cheguei em casa e entrei gritando, princesa! aqui estou eu. Mas a loura tinha desaparecido. Os bolsos cheios de dinheiro, Mercedes na porta e daí? Estava triste e infeliz.

Publicado em Giulia | Nenhum comentário »
jan 28 2010
Então Angélica apareceu na porta. Temos que ir embora, disse Raul. Depois a gente volta, disse Weksler. Os dois se retiraram. Angélica sentou-se na minha cama e pegou na minha mão.

Publicado em Abel | 4 Comentários »
jan 28 2010
Passei o telefone para Miriam-Elizabeth-Laura.
“É verdade — me desculpe — me desculpe — como? — foi isso mesmo — estou, estou arrependida — você é muito bom…”
Miriam-Elizabeth-Laura me deu o telefone de volta.
“Ele quer falar com você.”
Coloquei o telefone no ouvido. F. A. falava baixo, com medo de ser ouvido.
“Eu amo essa mulher, entendeu, não me interessa o que ela é.”

Publicado em O Bardo | 2 Comentários »
jan 28 2010
Cheguei em casa, Celeste me abriu a porta e saiu correndo para botar a dentadura. Voltou com uns dentes enormes dizendo: “fiz um franguinho para o senhor”. Tomei banho e fui direto para a mesa. Celeste me preparara um franguinho com farofa, rosbife com champignon, salada de aspargos frescos. Mandei abrir uma garrafa de Grão Vasco, que acabei de esvaziar comendo queijo da Serra da Estrela com torradas.

Publicado em Anderson b. | 20 Comentários »
jan 28 2010
Era o dia primeiro de maio e eu estava na festa da condessa Sforza quando Mariza Frota se aproximou de mim com uma taça de champanhe na mão esquerda, o anel de brilhantes rutilando no dedo, e perguntou quando vamos ter aquela nossa conversa? Eu apenas sorri.

Publicado em Ricardo Foganholo | Nenhum comentário »
jan 28 2010
“Ela estava te enganando…”
“Não tem a menor importância.”
“O dinheiro é seu.”
“É isso mesmo!”
“Você quer que eu durma aqui?”, perguntei.
“Quero. Amanhã, de manhã, passo aí.”
Desliguei o telefone.
Segurei a mão de Miriam-Elizabeth-Laura.
“Vamos embora para a cama, ele só vem amanhã de manhã.”
Sua mão apertou a minha. Miriam-Elizabeth-Laura não tinha mais medo.

Publicado em Phenris | 1 comentário »
jan 26 2010
Levei-a até o carro. Eram duas da madrugada e cortei a conversa que ela sempre queria prolongar nesse momento. Naquele dia não olhei para os lados para ver se havia alguém nos observando. Se tivesse feito isso, teria notado que Helena, a certa distância, parcialmente escondida por uma árvore, espiava minha conversa com Mariza.

Publicado em Soldado | 5 Comentários »
jan 26 2010
Quando ela chegou, não começamos imediatamente a nos beijar, como fazía mos sempre. Você acha horrível eu ter sugerido o nosso encontro?, meu marido foi sepultado há poucos dias e aqui estou eu pronta para ir para a cama com outro homem. Depois de um beijo ardente ela continuou, mas eu te amo, Mandrake, seria hipocrisia esconder os meus sentimentos, que não têm nada de pecaminoso, o amor redime, eu me sinto pura.

Publicado em Ricardo Britto | 2 Comentários »
jan 22 2010
Ao ouvir aquilo fui domi nado por uma grande tris teza. Per dera a mulher que eu amava. Nada é tão into le rá vel para um homem quanto viver sem pai xões, somos domina dos por uma ter rí vel soli dão, sen timo-nos desam pa ra dos e vazios.

Publicado em Doro | 3 Comentários »
jan 21 2010
Miriam-Elizabeth entrou. Fiquei do lado de fora, apenas com um braço para dentro. Ouvi o barulhinho dela urinando.

Publicado em Julio | 3 Comentários »
jan 21 2010
O corpo nu de Eunice Valverde estava estendido numa cama de metal do necrotério. Parecia uma boneca de pano, com os pêlos pubianos fazendo um tufo castanho, aréolas e bicos dos seios de um cinza-claro. As sufusões hemorrágicas causadas pela saída de sangue dos vasos para os tecidos circundantes eram visíveis na garganta. A hipostasia, ou livor cadavérico, começava a dar uma cor violácea à pele. A personagem mais importante na investigação de um crime é a vítima. Ela tem sempre uma história para contar.

Publicado em Marcelo Tomazi | Nenhum comentário »
jan 21 2010
Então coloquei uma cama no seu quarto e fui morar com ele. Meu pai passava o dia e a noite acordado, quando ia para a cama ficava lendo e eu lhe pedia que parasse de ler, apaga a luz da cabeceira e vamos dormir, eu dizia, e ele respondia que não queria dormir e quando não estava lendo ficava de olhos abertos olhando para o teto ou para a janela. Fecha os olhos, eu pedia. Não fecho, não posso fechar os olhos, se fechar os olhos eu morro. A luz da cabeceira permanecia acesa, eu acordava no meio da noite, do meu sono agitado, e lá estava ele, de olhos abertos, olhando para o teto. Um dia notei que ele estava de olhos fechados e pensei, aliviado, afinal ele dormiu, e apaguei a luz da cabeceira. Quando acordei, pela manhã, ele estava morto. Parecia ter um leve sorriso nos seus lábios finos, creio que morreu tendo um sonho bom.

Publicado em Rafael Cordeiro | Nenhum comentário »
jan 21 2010
Dentro de uns vinte anos você será um advogado consagrado e terá muitos clientes ricos que vão lhe pagar muito bem pelos seus serviços, disseram, trinta no máximo, trinta anos no máximo. Fiquei pensando, puta que pariu, vou ter que esperar trinta anos para tirar o pé do lodo, e decidi, foda-se, vou abandonar essa profissão de merda.

Publicado em Rafael Cordeiro | Nenhum comentário »
jan 21 2010
Dei uma baforada profunda e disse, para alegrá-lo, que o charuto estava bom. Qual a origem? A mesma de sempre, Raul respondeu, aquele meu amigo baiano compra no Mercado Modelo, em Salvador, e envia para mim. Uma caixa inteira é o preço de um único cubano. Mas eu mal ouvia a conversa de Raul. Pensava no anão.

Publicado em LI | 1 comentário »
jan 21 2010
(Eu sempre gostei de anões, conheci vários, infelizmente um deles era aquele sujeito mau e vingativo, um tal de Nariz de Ferro, dono de uma boate. Ele infligia aos inimigos torturas especiais que enchiam a pessoa de terror, além do sofrimento físico e da repugnância, que variavam de pessoa para pessoa. Um dia ele se vingou de um infeliz, cuja pior tortura era ter a pele em contato com uma barata, amarrando-o e enfiando-lhe baratas pela boca e pelo nariz.)

Publicado em Carriero | 1 comentário »
jan 15 2010
Naquela noite sonhei com Karin. Ela estava nua, estendia a mão para mim e dizia, vem. Só me lembro disso, mas de uma maneira tão vívida que parece ter realmente ocorrido.

Publicado em Ricardo Rocha | 15 Comentários »
jan 15 2010
Lembrei-me da primeira vez em que fora àquela rua. Parecera-me uma alegre feira, cheia de homens, andando de um lado para o outro, fumando e conversando nas esquinas; parados na frente das casas olhando as mulheres. Uma mulher de cabelos vermelhos, em pé numa porta, perguntara, “Fazendo gazeta, menino?”, uma mulher jovem de seios grandes e braços grossos, que fez uma careta maliciosa botando para fora uma língua da cor dos seus cabelos, enquanto eu a olhava indeciso.

Publicado em Bira Dantas | 1 comentário »
jan 15 2010
Meu nome é Mandrake. Sou um advogado criminalista. O caso que vou relatar comprova, como disse alguém cujo nome não recordo, que a verdade é mais estranha que a ficção por que não é obrigada a obedecer ao possível.

Publicado em Fael Mou.sa | 2 Comentários »
jan 15 2010
Naquele dia conversei com o Weksler e disse a ele que queria tirar umas férias. Estava com vontade de ficar sozinho, de entrar para um mosteiro, a síndrome de puta arrependida que encontra Jesus. Peguei alguns livros, meu notebook e fui me esconder numa fazenda no interior de Minas. Não dei o endereço para ninguém.

Publicado em J.S | 1 comentário »
jan 12 2010
Naquela noite sonhei novamente com Karin. Estávamos os dois deitados nus, numa cama forrada de um cetim que brilhava como se fosse de néon. Karin estava de costas para mim e fazíamos amor, os cabelos dela roçando o meu rosto. Aos poucos fui acordando e percebi que realmente estava fazendo amor com uma mulher de costas para mim. Era Angélica.

Publicado em faeO | 9 Comentários »
jan 11 2010
Fui andando de costas e ele me seguindo, sempre apontando o revólver para mim. Passei pela sala, em direção à porta da rua, onde Raul estava tocando a campainha. Então Altolaguirre deu o primeiro tiro. Senti o impacto da bala perfurando o meu joelho e curvei-me de dor, soltando o livro que tinha nas mãos. Quase não ouvi o segundo disparo.

Publicado em O Bardo | 8 Comentários »
jan 08 2010
Tomei uma garrafa de Periquita e, quando aquela sensação boa de embriaguez tomou conta de mim, fui para a cama dor mir. Álcool dá sono, mas dura pouco. Antes das cinco da manhã eu estava acordado, tomei banho, me vesti, li os jornais na internet. Quando saí devia ser umas nove da manhã, um pouco tarde para os meus padrões. Ao atravessar a praça para pegar o táxi notei os moleques jogando bola, as babás com as crianças, os velhos e velhas em cadeiras de rodas e suas acompanhantes vestidas de branco, os vagabundos sujos descansando nos bancos e, ao passar apoiado na minha bengala perto da mulher que dormia todo dia na praça, ela me disse, como fazia sempre, bom dia coronel, foi ferido na última guerra?, doeu muito? e eu respondi um pouco, mas na verdade tinha doído muito e a minha guerra não tinha aca bado.


Publicado em Shiko | 24 Comentários »
jan 07 2010
Rosa, num gesto teatral, rasgou a carta embolando os pedaços na mão fechada. “Laura nunca me falou em nenhum advogado. Você deve ser um impostor.”
“Isso que você rasgou é uma xerox.”
Sentei numa poltrona, tirei do bolso um Panatela. Apertei o charuto entre os dedos, próximo ao ouvido. Murmurei: “Hum, acho que ressecou um pouco”.
“Você é mesmo advogado?”

Publicado em Abel | 6 Comentários »
jan 04 2010
Um sujeito magro, jovem, com o rosto coberto por uma barba rala, aproximara-se da minha mesa, e sem esperar resposta, sentou-se, colocou os dois cotovelos sobre a mesa. Chegando o corpo para a frente, me fitou por trás dos óculos de lentes grossas.
“Você é um pecador, eu sei que é um pecador, vejo no seu rosto. Há caminhos que parecem direitos ao homem, mas são os caminhos da morte.”
“Todos os caminhos são da morte”, eu disse.

Publicado em Paulo Mendes | 12 Comentários »
jan 04 2010
Os olhos dela cruzaram com os meus. Apertou com força minha perna; suas mãos suavam. Pareceu dominada por um medo súbito. Olhou para a cortina da sala, como se houvesse alguém escondido atrás dela.
“Tenho que ir embora, me desculpe, minha mãe está sozinha em casa. Doente.”

Publicado em Rafael Cordeiro | 1 comentário »
dez 18 2009
A temperatura devia estar acima de quarenta graus. As ruas estavam vazias, com exceção de dois carros que passaram levantando poeira e de uma menina de vestido rosa com desenhos geométricos e um corpete preso na cintura, andando de bicicleta. Indiferente ao calor parecia deslizar acima do solo, tangida por um imaginário vento fresco e, ao cruzar comigo, pousou sobre mim seus negros olhos brandos e sorriu. Aquilo me pareceu um bom sinal e entrei no Dancing Days confiante em que tudo daria certo.

Publicado em Daniel Pedrosa | 5 Comentários »
dez 17 2009
Estáticos, estudaram-se reciprocamente. Hermes sabia que o oponente mais fácil de lidar era aquele movido pelo ódio ou pelo medo. Percebeu logo, porém, que Fuentes não sentia nenhuma dessas duas emoções. Notou que o adversário possuía aquilo que Cassidy lhe dissera, durante o treinamento, ser a grande qualidade do lutador — o “ódio frio”. Esse ódio extraordinário não prejudicava, ao contrário, fortalecia a indispensável disciplina mental do combatente. Hermes percebeu, ainda, com admiração, na plena imobilidade de Fuentes, o controle que o adversário exercia sobre sua energia física e mental. Os oponentes fáceis de matar moviam-se imediatamente, principalmente aqueles muito fortes, como o homem à sua frente. E ao mover-se, de que maneira fosse — ele poderia fazer isso gritando, para amedrontar, como os asiáticos, ou fazendo caretas, para distrair, e o movimento podia ser lento ou veloz —, de qualquer forma, ao deslocar-se, o inimigo criava aberturas, mostrava quem era, revelava-se. Mas seu antagonista continuava imóvel, o braço estendido ao longo do corpo, a ponta do machete apoiada no chão.

Publicado em M. | 4 Comentários »
dez 09 2009
Há pessoas que quando ficam tensas buscam alívio na comida. Eu encontrava na atividade sexual meu ponto de equilíbrio. Ir para a cama com Ada e só parar depois de muito tempo me deixou feliz. Depois vesti um calção de banho e fui à praia.

Publicado em Rodrigo Furtado | 2 Comentários »
dez 04 2009
“Seu puto”, eu disse. Só percebi o golpe quando a mão do ruivo com a faca recuou. A dor não foi grande, a canelada fora muito pior. Senti o sangue molhando a camisa. Senti que a luz da sala escurecia. Tenho que ficar em pé, pensei, senão vão chutar minha cara, mas o sangue já estava sujando o tapete da sala. A mão do barbudo segurou meu rosto, senti um perfume de sabonete. Parecia um sonho. Tentei levantar, livrar-me daquela mão que segurava meu queixo. Parecia um sonho. A vizinha sentou-se ao piano e começou seus monótonos exercícios diários. Ada gemeu. “Chega, o homem está morto”, um estranho sotaque, o do homem grande. O cordão de ouro foi arrancado com violência do meu pescoço. O som do piano foi aumentando. Ada estava ao meu lado. “Telefonei para o Miguel Couto”, ela disse, e deitou-se junto de mim. Fechei os olhos, não ia acordar nunca mais. Como era bom dormir.

Publicado em Ricardo Rocha | 17 Comentários »
dez 01 2009
UM HOMEM ESTAVA FALANDO com Wexler quando entrei
na sala dele. Gesticulava muito e Wexler parecia bastante interessado
no que ele dizia.
“Este é o Mandrake”, disse Wexler.
“Eu sou José Zakkai.”
“Veio procurar você e, enquanto esperava, ficamos conversando.
Contou-me uma história” — pequena pausa — “estranha.”
Levantando uma sobrancelha José Zakkai sondou meu rosto.
“O senhor quer falar comigo?”, perguntei.
“Em particular, se possível.”
Levei o visitante para minha sala.
“O nome Zakkai não significa nada para o senhor?”
“Nada.”
“E Nariz de Ferro?”

Publicado em Flávio de Almeida | 8 Comentários »
dez 01 2009
Começamos agora a postar as ilustrações que recebermos, algumas dicas para os participantes e respostas a dúvidas que forem surgindo.
Antes de abrir para comentários o material dos artistas, vamos tentar esclarecer algumas dúvidas que surgiram na blogosfera quanto aos direitos autorais.
Como este é um projeto aberto, que vai ser construído ao longo de meses e nem mesmo nós, da editora, temos uma ideia precisa da cara da(s) graphic novel(s) – pelo contrário, a cara do projeto vai depender justamente de vocês -, alguns pontos devem ser decididos posteriormente. O que sabemos é que a obra final terá pelo menos dois autores, e todos eles terão direitos sobre a obra. Apenas um autor está definido: Rubem Fonseca, o criador do personagem e das histórias. A segunda pessoa será o desenhista. A terceira, o roteirista, estará em pé de igualdade com o desenhista. E a escolha do roteirista deve sair de uma conversa entre as outras partes envolvidas, ou seja: o criador do Mandrake, o criador da cara do Mandrake e a editora.
O segundo ponto que está em aberto é o trabalho para valer, que começará daqui a pelo menos dois meses e meio. Já definimos o percentual que o desenhista receberá sobre cada exemplar vendido, mas as demais condições do contrato (como um possível adiantamento, ou um prazo maior ou menos para o desenvolvimento das ilustrações) dependem de uma conversa nossa com o artista e com as demandas dos dois lados, o que não exclui que o desenhista tenha direito a outra parte do trabalho, como roteirista ou co-roteirista.
Alguns também estranharam que no regulamento esteja escrito que a editora tem direito de usar as ilustrações, mas que fique bem claro: pela própria estrutura do site e do nosso projeto, esse uso se restringe aos posts no blog.
Por fim, nossa intenção neste site é abrir para todos os interessados (que deverão enviar apenas uma ilustração, e não uma história inteira) um canal para dialogar com uma obra que, temos certeza, tem tudo a ver com o mundo dos HQs.
A equipe do site está aberta a esclarecer quaisquer dúvidas, e levará em consideração sugestões para melhorar este projeto.
Publicado em Info | 27 Comentários »